Depois da queda de Valerius, juramentos ficaram perigosos. Muitos lembravam que o Mago Rei também havia sido admirado, também havia recebido confiança, também havia falado em nome do futuro. Por séculos, Aetheria preferiu contratos, selos e auditorias a votos solenes diante do povo.
Esse medo começou a ceder quando as fronteiras voltaram a falhar. Guardas comuns não bastavam para proteger caravanas inteiras, muralhas rachadas e aldeias ameaçadas por ecos da Ruptura. Era preciso mais do que habilidade marcial: era preciso alguém que assumisse responsabilidade diante de testemunhas e aceitasse ser cobrado por ela.
Assim, antigas ordens foram relembradas e novas companhias juramentadas surgiram. Cavaleiros de Aetheria, guardiões anões, escudeiros de casas draconianas e defensores sem linhagem nobre passaram a carregar escudos, lanças ou armas pesadas como sinais públicos de dever. Eles não prometem vencer todas as batalhas. Prometem permanecer na linha de frente quando fugir seria mais fácil.