Durante muitos anos, os anões das Montanhas de Ferro aceitaram poucos visitantes além de mercadores juramentados, emissários de Aetheria e velhos aliados élficos. A memória da Guerra da Ruptura ainda pesava sobre seus salões, e cada galeria selada lembrava aos clãs que confiar cedo demais podia custar uma fortaleza inteira.
Esse isolamento começou a mudar quando tremores antigos voltaram a ecoar sob a Cidade Subterrânea. Runas apagadas reacenderam em portas que nenhum mestre de guilda havia tocado, e mineiros experientes passaram a ouvir golpes de martelo vindos de túneis vazios. Os sacerdotes-ferreiros chamaram esses sinais de dívida não paga da montanha.
O conselho anão decidiu então abrir parte de suas rotas a companhias externas. Não foi um gesto de fraqueza, mas de cálculo e honra: se a Ruptura voltava a mover pedra e sombra, a resposta não poderia nascer apenas de um povo. Desde então, guerreiros, cavaleiros, ferreiros rúnicos e escoltas de mina passaram a cruzar novamente os caminhos de Mythral, levando consigo a certeza de que uma promessa gravada em pedra ainda pode sustentar o mundo.